sábado, 4 de fevereiro de 2012

Geração solar para todos


Consumidores, mas também produtores. O governo sinalizou nesta semana que irá permitir aos cidadãos gerarem sua própria energia e distribuir o excedente em rede. A proposta é um impulso à instalação de painéis fotovoltaicos, responsáveis por transformar o calor do sol em energia na casa dos brasileiros.
A mudança nas regras permitirá que o cidadão possa contabilizar no medidor de luz a potência gerada pela energia solar do seu teto. Com a medida, além de promover um futuro mais renovável, os brasileiros estarão gerando, a longo prazo, economia para o próprio bolso.
Outra discussão ainda em andamento no Planalto envolve o MME (Ministério de Minas e Energia) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A proposta é facilitar o crédito para a aquisição de painéis fotovoltaicos.
O Brasil é hoje a sexta maior economia do mundo e uma potência no que se refere a energias limpas. Mesmo assim ainda há espaço para ampliar o uso da matriz renovável, sobretudo a solar. Podemos -e devemos- investir ainda mais na maior fonte de energia do país: a solar. De olho na Rio+20, o governo brasileiro precisa dar garantias de um futuro que indique uma matriz energética 100% renovável.
    by:greenpeace

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Petróleo: cadê o plano de contingência?


Em pouco mais de dois meses, aconteceram quatro acidentes envolvendo a indústria do petróleo. O mais notório foi o da Chevron,  na bacia de Campos ( Rio de Janeiro). Em dezembro, houve denúncias de que a Refinaria Duque de Caxias estaria contaminando o rio Iguaçu com óleo e outras substâncias químicas além dos níveis permitidos. Semana passada, a Transpetro vazou petróleo em Tramandaí (Rio Grande do Sul), e, finalmente, ontem a Petrobras anunciou um vazamento de 25 mil litros de óleo a 300 km do litoral de São Paulo.
Este último acidente, no campo do Carioca Nordeste, ainda não foi explicado pela estatal, mas sabe-se que houve um rompimento na coluna do navio-plataforma que realizava um Teste de Longa Duração em um poço a pouco mais de 2.000 metros de profundidade. A produção de petróleo era realizada pelo navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer, em parceria com a BG e a Repsol.
A Petrobras alega que o vazamento foi rapidamente estancado pelo sistema de segurança. Afirma também que está tudo sob controle, mas o histórico recente de acidentes dá sinais de que a segurança das operações de exploração em camadas profundas do oceano ainda é frágil e oferece sérios riscos ambientais.
A necessidade de adotar medidas de prevenção e de segurança mais rígidas é inegável e urgente. Hoje, temos 105 sondas trabalhando em toda a costa brasileira, idênticas à utilizada pela Chevron, perfurando a mais de 4.000 metros de profundidade e sob uma lâmina de água superior a mil metros. Nessas condições, a capacidade de controle de um vazamento é muito mais difícil.
Este foi o primeiro acidente na camada do pré-sal. Quantos mais terão que acontecer para que ações efetivas sejam tomadas? A segurança, definitivamente, ainda tem que melhorar muito.
Enquanto isso, em Abrolhos, tentando evitar o mesmo tipo de acidente o Greenpeace pede uma moratória de 20 anos na exploração de gás e petróleo e a ampliação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos em 20%. A moratória é um acordo estabelecido pelo governo e pelo setor privado, respondendo à pressão dos brasileiros que desejam um modelo econômico mais verde e limpo para o Brasil.
     by:greenpeace

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

vazou de novo


Um vazamento de cerca de 160 barris de petróleo foi detectado na bacia de Santos, nesta terça-feira, em um poço na camada pré-sal perfurado pela Petrobras. A estatal informou que houve um rompimento na coluna de produção do poço, ou seja, no duto perfurado na rocha por onde o óleo flui até a superfície.
A companhia, que realiza um teste de produção com um navio-plataforma na região, afirma que não há possibilidade do petróleo chegar à costa brasileira e que o poço foi fechado para evitar que mais óleo contamine as águas. Um plano de emergência para recolher o petróleo no mar e o óleo residual da parte superior da coluna de produção.
As causas do acidente serão investigadas assim como as do vazamento em Tramandaí (RS) que ocorreu na quinta-feira (26/01) da semana passada cujo laudo deve sair em 30 dias. O acidente no litoral gaúcho aconteceu quando o óleo de um navio era descarregado para um sistema de dutos próximo à costa. A companhia responsável, a Transpetro, subsidiária da Petrobras, criou uma comissão interna para apurar as circunstâncias do vazamento que atingiu três quilômetros da orla do município.
O tema da exploração de petróleo na camada pré-sal é cada vez mais delicado devido a tantos acidentes na costa brasileira. Há menos de três meses, o incidente com a Chevron no campo do Frade, na bacia de Campos, deixou vazar 2.400 barris de óleo devido a uma forte pressão que surgiu no poço quando o equipamento de perfuração atingiu o reservatório de petróleo. O óleo vazou por uma rachadura na parede do poço até o leito marinho, chegando depois à superfície, mesmo com o equipamento de segurança tendo sido acionado 
   By: Greenpeace